Triturando Palavras
   
 
   



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Bar do Langain

Domingo. 9h alguns dormem ou fitam o teto. Meu cabelo molhado do banho frio respinga no escândalo político estampado na primeira página do jornal. Na tv só baboseiras. No rádio, vozes sem graça anunciam Roberto Carlos. Saudades de minha mãe que viaja. Na mente ainda entorpecida por Morfeu a consciência de que o início do dia deve ser aproveitado. Um vídeo clipe deve ser editado. Um amigo deve ser chamado. Antes de sair vejo gatos e plantas. Todos em seus devidos lugares. Ligo pro bendito, sou atendido e de pronto já falo:

- Quero passar no langain. Vamo? A resposta é certeira e veloz:

- Ventimbora.

No meio do caminho faço o habitual à muito tempo: dispenso a farra tão anunciada pela mídia e faço grana com o ingresso. Na casa do amigo o encontro com mais gatos e com o som tão conhecido por mim e por isso mesmo tão estranho de ser ouvido em outra casa. Antônio Nóbrega dança e faz dançar. Mãe na cozinha, pai e filho junto a uma brejeira. Nomes de ruas, artesanato, arte, gatos, cães abandonados, tenentes políticos. No geral eu e a mãe corremos léguas de maxixe e quiabo. Na ida ao bar do langain uma praça e figuras caricatas fazem parte da paisagem. Cerveja gelada e o assunto é vasto. Uma manhã dará cabo? Nem que um mês seja uma manhã... os assuntos nos acompanham desde sempre. Utopia. Sons bons e ruins. Épocas vividas. Caixas d´águas escaladas. Quadras de futebol. Amigos a tanto esquecidos. Fominha, coco macaíba e morta-fome. Cães com rímel. Peças teatrais. Espírito. Comportamento repetitivo. Seriados americanos. Logotipos. Chaves de banheiro. Figuras importadas de outros bares. Orkut e vírus. Na volta pra casa um galeto na brasa atiça a fome. Compro um e arremato com guaraná, apesar de querer mais cerveja. Em casa os acordados já esperam de garfo em punho. Almoço na mesa. Fico pensando na manhã que finda e rio sozinho. Foi bom. Será que lá do outro lado da cidade as centenas de pessoas enjauladas, uniformizadas e fazendo coreografias vão rir da simplicidade de nossa complexidade? Não baixam o volume, mas querem conversar... Será que entenderão o sentido da vida? Se é que tem algum sentindo, mas pelo menos sentir-se parte da vida? Ter consciência da vida e do papel dentro dela? Ter a sensação de que quem sabe mais sofre mais, mas também ri com mais gosto.

Obg Weds.

abraço em todos Alan Robs



Escrito por Alan Robs às 11h35
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LAGO E RIO – Alan Robson – Junho/2007

 

Eu queria ser como um rio

Eu queria ser água corrente em tortuoso caminho

Me sinto como se fosse um lago atípico

Calmo e sereno na superfície,

Mas cheio de correntezas incertas abaixo

Queria poder sorrir e me deixar levar impassível:

Por propagandas consumistas, por programas imbecilóides

Por pessoas vazias, por músicas cretinas, por atitudes preconceituosas

Por pastores religiosos de diversas crenças, por comidas sem gosto e preço alto...

Mas prefiro o isolamento à me enganar.

Prefiro rir com gosto e comer tripa

Prefiro ouvir Céu sozinho em casa

Prefiro Ter poucas e boas amizades

Prefiro ver o re[corte] cultural ao jornal nacional

Prefiro respeitar atitudes verdadeiras

Prefiro ser espiritual e menos religioso

Isso tem um preço

Um dia o lago estoura e vira rio

Um dia qualquer

Hoje por exemplo.



Escrito por Alan Robs às 15h05
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Flashes de cabeça cheia:

A relação extraordinária que temos com os outros.

O mar pra mim que sou do interior é como o céu: uma inalcançável imensidão azul com quem dialogo em pensamento...

São João. Idas e vindas. Gente que vai e volta. Sobe e desce. Sem paz. Comendo e bebendo.

A névoa na madrugada me lembra do local onde moro. Dos meus conceitos de bom e ruim.

Fazendo nada.

 

Beijos e abraços em quem os quiser.

Alan



Escrito por Alan Robs às 12h16
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Seguindo Trilhas

Após pegar o mapa, decidimos o trajeto a ser seguido na Sala de Espera - local feito pelo homem dentro e em comunhão com a natureza, fato interessante e que se tornaria comum durante a caminhada nesse recanto.

Indo pelo Caminho do Chorró, onde testamos o preparo físico para o que viria, encontramos o Caminho do Camaleão, local com mudanças de cor, clima e visual. Passamos pelo Pote que Chora, e após alguns degraus feitos na mata, chegamos ao Museu da Tartaruga-Marinha e do Peixe-Boi. Esqueletos, pinturas, ovos e fetos de tartarugas e muita informação. Além de água fresca. No mirante dos golfinhos vimos uma bela enseada e não resistindo descemos a longa escada dos Piratas e chegamos na Praia do Madeiro: água quente, risos e ondas pra pegar jacaré. No Bar da Praia, tomamos banho de 25" por R$1,00 e vimos o amigo Ailson trabalhar. Muito trabalho em meio a um cenário de cinema. Mas tudo sob controle.

Subimos os 90 metros de escada, deixando para trás o barulho da rebentação e entramos na mata novamente. Com as pernas bambas. Indo pelo Passeio da Peroba, contornando falésias chegamos ao Mirante das Tartarugas e do ponto mais oriental da Praia enchemos nossa alma com a paisagem idílica. Fomos em direção a um labirinto de plantas interessante. Uma cobra no caminho e o Mirante da Prainha a seguir e mais um ângulo diferente para a mesma beleza. Pela Escada do Velho Castelo chegamos ao Mirante da Meia Lua que fica no meio da mata e voltamos ao ponto de partida passando pela Descida do Maracajé e pelo Vôo do Vaga-lume. Resumindo: perfeito.

Em todos os locais, repetimos o olhar. Era um olhar de encantamento e de entendimento com a natureza ao nosso redor. Um prazer pelo conhecimento e por estar ali. Simples assim. Estar feliz.

Em alguns minutos estávamos a caminho da cidade, passando pela estrada e sem entender porque aquele povo todo vinha de tão longe para ver a Timbalada pagando R$70,00 enquanto que pra ver tudo isso eu paguei R$5,00.

Meus companheiros nessa aventura ao Santuário Ecológico de Pipa: Fialho, Yuska, Deyzer, Wilhelm, Carol e Aladin. Obrigado pela companhia

 

P.S.: A Ailson e Marina, meu obrigado por transformar a sua casa numa babel de linguagens e de amizades. Por receber tão bem e de coração. Foi uma falta de Proscódio geral.



Escrito por Alan Robs às 16h31
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QUEM PUDER SER BOM QUE SEJA

É tão bom poder encontrar no cotidiano momentos e indícios de que não estamos aqui em vão, de que somos destinados a algo melhor. Comemos, bebemos, trabalhamos, ganhamos dinheiro, compramos coisas necessárias ou não. E pra que? Eu me pergunto muito sobre minha função nessa vida. Meu verdadeiro ofício. Minhas aptidões relegadas ao segundo plano. O que fazer para participar desse mundo sendo você mesmo e não um reflexo apagado de si? Quais nossas tarefas sociais e espirituais?

Nas minhas relações eu procuro tirar o máximo do meu interlocutor. Sou muito questionador e ouvinte. Faço perguntas que deixem portas abertas para a pessoa entrar em si. Você sabe dialogar em silêncio? Tem a quem confiar a sua intimidade? Você tem alguém que da qual extrai sabedoria, alegria, risos espontâneos e confiança? Brinca e briga com e pela vida? O que você faz é por você ou pelos outros? Você pensa nos outros, ou a ótica é sempre sua?...

Eu provoco a palavra. É preciso que pessoa pense, e isso pode ser no momento ou depois da conversa. O importante é se sentir. Quando faço isso eu desafio cada segundo com a vida.

Mas isso quem me é próximo sabe.

Bem o recado dessa semana é: Quem puder ser bom que seja

 

Beijo e todos,

/////Alan



Escrito por Alan Robs às 11h32
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Boa tarde!

Ailson de Maria na terra, amigos em bares e bibliotecas, livros e ecologia. Encontros através de mensagens. 

Resolvi colocar esse texto-poesia aqui hoje. Está cheirando a novo. Feito agora. Pão da tarde. Biográfico.

Espero que gostem.

abraço em todos,

Alan Robs

 

Resolvendo o caso

Escuta

Acordei do pesadelo e vim correndo te contar

Que o que vi aconteceu e eu te amei

Mesmo sendo iguais

Cometi erros gramaticais

nas paginas em branco de meu futuro

mas se desenhou o nosso caso

No meu sonho a gente sorria

A gente se via

O sono me traz felicidade

Nele tem o sonho e nele você está

Tão perto diariamente

Tivemos possibilidade de escolha?

Não sabe você que eu sempre te esperei?

Corações desenhados com flechas

Beco sem saída da emoção reprimida

Caso de amor não se resolve assim

Tem que sofrer

Tem que sorrir

   



Escrito por Alan Robs às 16h14
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Falando: coisas desconexas com Weds, mas que se você olhar de perto, tem muita coerência. Ah, e muita arezia.

Escutando: JCC narrando o jogo do treze; Otto e Jesier Quirino

Lendo: alguns contos da coletânea "pesadelos e paisagens noturnas" de Stephen King

Fazendo: esticando as pernas

Torcendo: por Alemão no BBB

Passando: instantes preciosos com quem gosto.

Comendo: goiaba china

Vendo: o engarrafamento no saci (viaduto)

Correndo: pra fechar a excursão

aiaiai meu povo. a fila anda...

abçs

Alan



Escrito por Alan Robs às 15h46
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A vida moderna não deixa tempo para a leitura de bons livros. Assim, deixo-lhes o resumo de clássicos da literatura que muito ajudarão a engrandecê-los culturalmente, justamente pq sei que muita gente detesta clássicos. Lendo esses resumos vocês não passarão mais por ignorantes e pouparão uma boa grana.

1) Leon Tolstoi: Guerra e Paz. Paris, Ed.Chartreuse. 1200 páginas
Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por isso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro. Fim.

 
2) Marcel Proust: À La recherche du temps perdu.(Em Busca do Tempo Perdido).Paris, Gallimard. 1922. 1600 páginas.
Resumo: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486. vol. I), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344, vol.VI ) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito velhinhos - e pronto. Fim.

 
3) Luís de Camões: Os Lusíadas. Editora Lusitania.
Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres. Fim.


4) Gustave Flaubert: Madame Bovary. 778 páginas.
Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre. Fim.


5) William Shakespeare: Romeo and Juliet. Londres, Oxford Press.
Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero. Fim.


6) William Shakespeare: Hamlet. Londres, Oxford Press.
Resumo: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado. Fim.


7) Sófocles: "Édipo-Rei" - tragédia grega. Várias edições.
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta. Fim.


8) William Shakespeare: Othelo.
Resumo: Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra. Prende o cara e fica chorando sozinho. Fim.


Com isso vocês economizaram a leitura de pelo menos 7.000 páginas e incríveis R$ 500,00 em livros!!!
Não precisa me agradecer…

kkkkkkkkkkkk

abraço em todos,

Alan Robs



Escrito por Alan Robs às 16h44
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Primeiro Post do ano – atrasado...

 

Meu niver (01 de Janeiro) foi muito bom. Pude contar com a presença de várias pessoas importantes na minha vida. Conheci Zeca Baleiro e tomei uma grandeeee.

De férias da Rádio. Mas na batalha: entregando currículos, estudando. Acordando tarde, hehheheh

Saídas boas com os amigos. Show de Zé Ramalho com Guiga, Ana Sávia e Jack – muuuito engraçado.

Eu, Débora e Willy assistindo “007 – Cassino Royale” – e depois comendo livros no Hiper. Eu quero viver com arte!

Semana com o pé direito espiritual: fui ao convento Ipuanara em Lagoa Seca com minha mãe e minha ex-cunhada. Oração maravilhosa. Emoção em sentir Deus mais próximo e dividir isso com minha Mama.

Vou postar uma letra de música da Ana Carolina, Dudu Falcão e do Lula Queiroga que traz questionamentos que me acompanham sempre. Vou postar principalmente por estar encontrando respostas para eles.

 

Ana Carolina - Eu Não Paro
Ana Carolina, Dudu Falcão e Lula Queiroga

 

Quando eu vou parar e olhar pra mim
Ficar de fora
E olhar por dentro
Se eu não consigo
Organizar minhas idéias
Se eu não posso
Se eu esqueço de mim?
 
E eu pensei que fosse forte
Mas eu não sou
 
Quando eu vou parar pra ser feliz
Que hora
Se não dá tempo
Se eu não me encontro
Nos lugares onde eu ando
Nem me conheço
Viro o avesso de mim?
 
Se eu não sei o que é sonhar
Faz tanto tempo
Tanto mar
E o meu lugar
É aqui?
 
Uma rua atravessada em meu caminho
Nos meus olhos
Mil faróis
Preciso aprender a andar sozinho
Pra ouvir minha própria voz
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim
Quem sabe assim

Eu paro pra pensar em mim



Escrito por Alan Robs às 18h22
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Escrito por Alan Robs às 16h44
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Período: 16/12 à 22/12/2006

Sábado: a hora passava rápido no trabalho, e então a hora chegou. Horas de conversas sobre meio ambiente, sobre metodologias, sobre energias, desenvolvimento urbano, espiritual. Carne vermelha, vegetarianismo... numa casa no bairro da Palmeira, 03 pessoas discutem assuntos globais, entre um vaso violeta, um quadro de Ganesh e o olor do incenso. Bons resultados.

Durante a semana: festas, lançamentos, acontecimentos sociais. Grande parte só trabalho, em outras observação e cansaço. Por estar lá sem vontade. Cansado física e psicologicamente. Mas rindo em tantas situações. Recebendo com carinho, as palavras inesperadas. Comendo filé feliz, mas sabendo que quando for comer pão com ovo, vai ser bom também.

Viagem: indo pra Recife deixar Nana, atraso, cansaço, despedida. Saber que vai ser proveitoso, ameniza e clareia a mente. Na volta, raposas, coelhos, conversa pra motorista não dormir, Deyzer grelhado nos bancos da van. Risos e silêncios convivendo pacificamente.

Egos: escolher o lado certo? Que lado? Quem é certo? "Quem decide qual o lado abençoado? Deus ou seus diabos?" é chato viu....

Conselho Reunido: Ailson Ramalho, Vorster Queiroga, Yuri Leonardo, Wedscley Melo, Alan Robs, Guilherme Maurício e Wilhelm Steinmüller, estarão reunidos amanhã (Sábado) em assembléia geral para discutir os resultados do ano que finda e definir parâmetros para 2007. Imagina-se que o assunto gire em torno de polêmicas como: aumento salarial dos deputados, a capacidade humana de resistência ao álcool, a diversidade dos esteriótipos do gênero feminino, entre outros. Mas o certo é que o clima de amizade prevalecerá.

Natal: podem correr. Podem negar. Mas fim de ano é uma época de reflexão. Você fica a todo vapor no trabalho, mas nos momentos em que pára: pensa. Se prosseguir, tudo bem, heheeh (páre, pense, prossiga). É bom olhar pra trás e ver que o ano foi de mudança, que você plantou, que as coisas foram se sucedendo bem, que você errou em algumas coisas e depois corrigiu, que você errou em outras e não corrigiu – mas vai corrigir ano que vem! Que fortaleceu as amizades e fez outras. Que o velho e bom sexo – casual ou não, foi bom. Que a família passou por coisas ruins, mas tá aí, viva e bem. Já refletindo sem querer refletir muito: você já imaginou quantas pessoas passam por dificuldades muito piores e básicas? (fome, emprego, doenças, morte). Quantas estão completamente sozinhas neste mundo? A gente fica só por pouco tempo e já sofre... imagina elas... vamos aprender mais. Viver mais e melhor. Sermos bons. Propagarmos o bem. Não é cafonice não. É massa.

 

Reveillon: Imagino que o nosso será ótimo. Déa, Alex, Mel, Lívia, Weds, Prí, e outras pessoinhas maravilhosas, juntas e tentando achar seu lugar nesse mundo, da melhor forma: com arte, sendo boas, sendo antenadas, urbanas ou não, coerentes com as outras e com o mundo que as rodeiam, sendo amigas de si e dos outros, querendo paz na vida.

Espero que todos sejam abençoados em 2007. Que as coisas plantadas brotem. E brotem vigorosas.

Grande abraço em todos.

Alan Robs

 



Escrito por Alan Robs às 16h23
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Bem. não é querendo me "gambá" mas tirei 9 na monografia. uhuuuuuuuu

tinha q registrar.

bj em todos

Alan



Escrito por Alan Robs às 11h26
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Hoje, sábado dia 09 de Dezembro de 2006, estou terminando os últimos retoques da minha Monografia de Pós graduação... ver que à um ano e meio atrás eu estava meio que sem rumo: tinha terminado a minha graduação. Estava à deriva. Mirei então esse objetivo e hoje estou passando por essa etapa. Ainda não sei a nota, mas já festejo o fato de ter conseguido. A próxima meta se aproxima e já está sendo desfraldada a bandeira: professor universitário e mestrado.

No decorrer de meu curso, de minha fundamentação, de minha pesquisa, contei com o apoio de diversas pessoas: servidores da UEPB, da UFCG, de operadores de xerox, de alguns amigos do curso que me ensinaram muito de suas áreas – tão diversas da minha.  O curso era multidisciplinar. Só por isso já era interessante: numa sala só, administradores, advogados, biólogos, geógrafos, químicos historiadores e mais outras profissões.

Tive o apoio de familiares. Os de casa na maioria das vezes, nem sabiam o que eu estava fazendo, mas estavam me incentivando. Eles são assim e os respeito por serem quem são (Mãe – Mama Kingoa, Mido, Kaká, Breno, Neidinha, Nathan, Laryssa e Bia). Alguns outros parentes me dirigiram energias positivas e fundamentais: Nanã e Lú, tias queridas. 

Minha orientadora Maria Aldano foi uma surpresa: calma. Dedicada. Delicada. Mas nada passiva. Muito conhecimento passado entre conversas e orientações.

Durante o ano todo, contei com meus amigos. Não precisava dizer que estava lotado de tarefas, de angústias, mas dizia algumas vezes. Em todas as salas de estar, em todos as áreas, nos prédios ou nas casas, em bares ou em festas, em cada momento juntos, eles me passavam alegria, conforto, força, energia positiva e amizade de forma irrestrita.

São amigos dessa e de outras vidas: Andréa Ferreira, Wilhelm Steinmuller, Melina Nunes, Adriano Santos, Karla Gonçalves, Valkíria Porto, Eduardo Lima, Ícaro Om, Ailson Ramalho, Wedscley Melo, Emmanuel Jackson, Ligiane Medeiros, Sara Nascimento, Alex Garcia, Charles da Silveira, Herbert – in memoriam, Guilherme Maurício, Poliana Isbelo, Ruth Rocha, Hugo Barbosa, Haendel Melo, Giovana Klein, Ângela e Daniel, Priscila Melo, Edson Monteiro, Bráulio Filho, Kalina Lígia, Shirleyde, Jackeline Oliveira, Fábio Dantas, Edjane Rodrigues, Ana Virgínia, Márcia Madalena, Mônica Donato, Regilane Dantas, Dena, Ana Maria. À todos os amigos que não citei: Cada minuto e palavra trocada é lembrada no nosso cantinho do coração.

Dedico meu trabalho à Deus, por me guiar por caminhos tortuosos e também tão lindos. Por conversar comigo através das pessoas e dos lugares. Por me deixar solto, bebendo da fonte espiritual da melhor forma: livre.

 

À todos: Nossa jornada começou antes. Termina depois. O agora é nosso.

 

Muito obrigado. Muitíssimo obrigado.

Alan

 

 

 



Escrito por Alan Robs às 21h55
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Espancando os teclados com notas musicais e lembranças cálidas

 

Numa manhã dos anos 80. A casa da rua João Alves de Oliveira era estreita e comprida. Ao chegar da escola, jogo a bolsa no sofá e entro correndo em direção à cozinha. Lá do quintal escuto minha Vó Chica cantando "mulher nova bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor" de Amelinha. Esse som me remete ao cheiro de almoço sendo terminado, das panelas semitampadas e com a fumaça saindo, do calor dos braços de minha Vó, do beijo em meus cabelos e das suas observações sobre tudo. De como ela me mostrava os pintinhos saindo dos ovos da nossa galinha, da naturalidade de mostrar a vida em cada mínima grande coisa. Dos casulos de borboleta em nossas plantas. De minhas "carreiras" na rua com meus amigos. Da vida despreocupada, risonha e molhada de suor.

Numa tarde de sol em Pipa, numa rede na varanda com Andrea. Lá dentro a algazarra da turma não interfere na conversa. Serve apenas de plano de fundo. Nos nossos ouvidos o fone do discman toca " imorais" de Zélia Duncan. Estamos trocando idéias sobre o nosso viver e pensar. Tarde inesquecível pela cumplicidade e paz.

Numa manhã à tantos anos. O cenário é a casa de minha avó na rua Cavalcante Belo, 94 centro de Campina Grande. No grande aparelho de som embutido num armário de linhas setentista coloco o vinil de Elba Ramalho, pertencente a minha tia Lú. O som que sai é "Veio d´água". Ao lado olho mais dois vinis que marcaram minha infância: Mel de Maria Bethânia e o do Coronel Ludgério. Lembro da contra-capa de Mel, onde se podia ver uma cachoeira e uma carta de Caetano para a irmã. No de Elba as imagens me lembravam algo etéreo, com ela parecendo dançar na noite com uma roupa azul esvoaçante. O de Coronel Ludgério era a mais engraçada. Ele era retratado numa sala de estar antiquada e cheia de cacarecos e a sua esposa olhando pra ele de soslaio. Aquela manhã me parece envolvida em sonhos. A luz de minha infância era diferente. A doce infância com seus gostos mais fortes e sua inocência.

Numa noite de maio em 1996. eu e Willy descendo a rua Irineu Joffilly cantando "Give me love" do cd recém lançado de Marisa Monte. O vento na cara. O contato com o velho blusão cheio de cores de meu amigo. Os sonhos acontecendo. A vida sendo vivida. Laços sendo criados. Acho que ele ia me deixar em casa depois de uma partida ganha de "desafino" na frente da Faculdade de Administração. Entre um cigarro e outro na frente de minha casa, a vida é desfiada. Noite fria e o coração sendo enchido até a borda.

Do dia em que meu sobrinho Nathan sorriu e ficamos todos iguais a idiotas cantando sem parar " te amo nenén" de Gal Costa o dia inteiro. Em nossos corações todos esses pequenos momentos eram – e são guardados.

No intervalo da parte da tarde do ensino ginasial do SENAI em Campina Grande, ao Aldo de Charles, Ana Ligia e tantos outros, escutávamos Legião Urbana, Raul Seixas, Ira, Engenheiros do Havaí e tudo o que passava nas novelas da Globo. Nos gestos rebeldes se faziam pessoas. A leitura era outro ponto forte da nossa turma. Todos liam e debatiam. Na época eu lia " As brumas de Avalon" de Marion Zimmer Bradley. A falta de recursos não impedia o nosso crescimento intelectual e cultural. Éramos sedentos...

Numa sala de aula do Colégio Alfredo Dantas, final de ano. A comemoração é feita ao som de Zezé Di Camargo & Luciano, Dominó, entre outras coisas. Nada me atraía, mas não posso negar que me divertiram e muito nesse dia hoje tão longe. Nos cadernos a má caligrafia retrata as lembranças dos amigos e dos primeiros traços.

Na sala de estar na casa de minha tia Rejane no bairro do Catolé escuto avidamente "Vai Passar" de Chico Buarque. Tendo meu primo Arthur como mestre de cerimônias. Uns 10 anos de idade. As letras são outras nos nossos ouvidos cheios de explicações para todas as coisas.

Valkíria chorando ao ver a tradução de "Your House" de Alanis Morissette. Na sala de aula da universidade. Afinidades sendo decantadas para a amizade.

No Parque do Povo, eu, Val, Dudu, Kaká e mais uma multidão escutando Cabruêra. Psiconeuroterapia pro povo no subsolo do teatro municipal. Música eletrônica e sons reginais.

Na sala de minha casa. Eu meus irmãos dançando juntos "galeguin dos zói azu" de Genival Lacerda e depois caindo no chão de tanto rir. Quando as diferenças eram poucas ou não existiam na superfície de todos. Quando as tardes tinham sabor de ‘orelha de pau" e suco de laranja. Quando minha mãe era alta. Quando eu chorei ao esperar meu pai e ele não chegar, no dia em que ele viajou à trabalho. Quando nossa criação de animais chegou quase ao patamar de um zoo.

Numa tarde em João Pessoa, na casa de minha tia Mary. O som: "Eduardo e Mônica" do Legião Urbana, do Lp de meu primo Omar. Aquelas letras são diferentes de tudo o que eu escutava em casa. No meu colo um exemplar de "O morro dos ventos uivantes" de Emily Brontê. Total disparidade de gêneros. Na cabeça adolescente as idéias tomam forma e o desejo de ser diferente e igual é constante.

De uma noite na casa de Shirleyde no Dubú IV no Catolé, com Adriano curtindo Chico Burque e suas letras maravilhosas. "Trocando em Miúdos" e "Negue" nos elevando a um patamar emocional de quase êxtase. Sentir fluir entre nós três a magia da noite, do vinho e da música.

Em cada um ficou uma marca e um gosto especial. São tantos outros que se eu fosse ficar descrevendo todos aqui meu teclado não agüentaria esse espancamento.

Bom dia para todos

Beijos e abraços



Escrito por Alan Robs às 10h00
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Olá,

Bem, esse é meu mais novo poema e o engraçado é que quando eu estava no meio dele, me veio uma melodia. Acho que daria uma boa música. Vamos ver depois...

Abraço em todos.

Ah: antes de mais nada, gostaria de deixar meu abraço para Willy - És, Jack, Shir, Nana, Edson, Déa, Weds, Mônica, Nego, Manél. São pessoas maravilhosas e pelas qual tenho grande apreço. Pra eles um grande xero.   

 

Quando você mirou

 

O espaço que consigo ter

O que consigo escutar

O que consigo ver

Nada vem sem um motivo

Você vai ver

Você vai ver o que estou sentindo

O que estou passando

Passando por cima de tudo

Que tenha movimento

Por cima de cacos de vidro

Pensando em ser vidente

Nada poderia ser mais evidente

O que consigo acertar não tem alvo

O que consigo olhar é turvo

O espelho se quebrou

Quando você mirou

Quando você olhou pra mim

Quando se foi por aí

Você me amarrou no canto de um quarto escuro

Meu medo foi te querer

E não encontro a cura

Eu não quero te perder

E não quero viver em culpa

Você vai ver...

 

Quando se vai por aí

Quando se olha pra trás

Tudo que se vê não é

Tudo é o que é

Por querer



Escrito por Alan Robs às 12h16
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